As últimas tendências e dicas práticas para ter sucesso no seu projeto imobiliário em 2024

O mercado imobiliário de 2024 não se resume a uma correção de preços após o aumento das taxas. A recomposição do perfil dos compradores, o endurecimento do calendário DPE e a rápida evolução das condições de crédito redesenham os arbitrários em cada etapa de um projeto. Aqui, deciframos os pontos técnicos que fazem um dossiê mudar de rumo.

Recomposição do perfil do comprador: os primeiros compradores mudam o jogo

O fato marcante não é a queda no volume de transações. É a mudança na própria estrutura dos compradores. Segundo o Banco da França, os primeiros compradores representavam cerca de 26% dos subscritores de créditos imobiliários (excluindo renegociações) entre 2019 e 2020, contra 53% de segundos compradores. Entre 2025 e 2026, essa relação se inverteu: os primeiros compradores alcançam 44,6% contra 38,7% para os segundos compradores.

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A Century 21 confirma essa tendência no campo. Os primeiros compradores agora representam 18,2% dos adquirentes de casas (uma progressão de 9,6% em um ano) e 21,1% dos adquirentes de apartamentos (+6% em um ano).

Concretamente, essa recomposição intensifica a concorrência nos segmentos que esses perfis visam: pequenas superfícies no centro da cidade, casas padrão na primeira coroa. Um segundo comprador que vende para comprar se depara com primeiros compradores mais bem preparados do que antes, frequentemente elegíveis ao PTZ e com uma entrada calibrada para essas faixas de preço.

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Para ter sucesso em um projeto imobiliário hoje, é necessário integrar essa nova concorrência na escolha do imóvel e no timing da oferta. As análises publicadas em actu-immobilier.com permitem acompanhar essas evoluções mês a mês.

Casal visitando uma casa de pedra com um agente imobiliário em um subúrbio residencial no outono

Crédito imobiliário em 2024: taxas, duração e estratégia de montagem

Após o pico das taxas de juros no primeiro semestre de 2024, a desaceleração iniciada pelo BCE abriu mecanicamente uma janela. As famílias estão tomando empréstimos novamente em montantes significativos, sinal de que a confiança está retornando gradualmente.

No entanto, observamos que essa recuperação do crédito não beneficia uniformemente todos os perfis. Os bancos permanecem seletivos em três critérios técnicos:

  • A taxa de endividamento de 35% continua sendo a norma HCSF. Nenhum afrouxamento regulatório ocorreu nesse limite, apesar das repetidas solicitações do setor.
  • A duração máxima de 25 anos (27 anos no novo com carência) limita a capacidade de empréstimo das famílias que não têm uma entrada significativa.
  • O restante a viver após as despesas de crédito é objeto de uma análise reforçada, especialmente para os dossiês próximos ao teto de endividamento.

A estratégia de montagem mais eficaz em 2024 consiste em combinar um empréstimo amortizável clássico com um PTZ quando o perfil permitir. O PTZ, que financia uma parte do imóvel sem juros, reduz mecanicamente a taxa de esforço global e melhora a solvência percebida pelo banco.

A armadilha da recompra de crédito prematura

Diante da queda progressiva das taxas, alguns tomadores de empréstimos que assinaram no pico consideram uma recompra. Uma recompra de crédito só é rentável se a diferença de taxa ultrapassar um limite suficiente para absorver as penalidades de reembolso antecipado e os custos de garantia do novo empréstimo. Recomendamos não iniciar esse processo antes de ter amortizado pelo menos um terço do capital.

Calendário DPE e imóveis energeticamente ineficientes: restrição ou alavanca de compra

O diagnóstico de desempenho energético não é mais um simples documento anexado ao compromisso. Agora condiciona a possibilidade de alugar um imóvel. Os imóveis classificados como G estão proibidos de locação desde 1º de janeiro de 2025. Os imóveis classificados como F seguirão em 2028, e os E em 2034.

Esse calendário cria uma pressão de venda sobre os imóveis energeticamente ineficientes. Os proprietários locadores que não desejam realizar obras de renovação energética estão vendendo, às vezes com descontos significativos. Para um comprador ocupante, comprar um imóvel energeticamente ineficiente com um plano de renovação orçado continua sendo uma das melhores alavancas de negociação do mercado atual.

Homem analisando um contrato imobiliário e simulações de empréstimo em um escritório moderno em casa

Afrouxamento do DPE: o que realmente muda

Um recente afrouxamento do modo de cálculo do DPE reclassificou alguns imóveis de pequena superfície. Concretamente, estúdios e T2 anteriormente classificados como F ou G podem passar para E após recalculo, o que os isenta temporariamente da proibição de locação.

Essa medida não muda nada para os imóveis de grande superfície nem para as casas individuais mal isoladas. Portanto, é necessário verificar a data do DPE e solicitar um recalculo se o imóvel tiver menos de 40 m² e foi diagnosticado antes da entrada em vigor da nova tabela.

Investimento locativo: arbitrar entre rendimento bruto e risco regulatório

O investimento locativo em 2024 não é mais guiado apenas pelo rendimento bruto. A sobreposição de restrições (DPE, controle de aluguéis em áreas tensionadas, evolução da tributação LMNP) impõe uma análise pelo rendimento líquido após obras e tributação.

Um imóvel classificado como D ou E, comprado com desconto em uma cidade média onde a demanda locativa é sustentada, muitas vezes gera um rendimento líquido melhor do que um imóvel novo em área tensionada sujeito a controle. A chave está no cálculo preciso das obras de renovação energética necessárias para alcançar, no mínimo, a classe D, limite que garante a locabilidade até 2034.

Cidades médias onde o preço por metro quadrado permanece moderado e onde a vacância locativa é baixa oferecem uma relação rendimento/risco mais favorável do que as metrópoles onde a compressão dos rendimentos já está avançada.

O mercado imobiliário de 2024 recompensa os dossiês preparados com precisão técnica. A janela de crédito pós-pico de taxas, a ascensão dos primeiros compradores e os descontos relacionados ao DPE criam oportunidades reais, desde que se dominem os parâmetros regulatórios e financeiros antes de assinar.

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